Fique por dentro

Notícias

App dispensa contrato em papel e usa selfie de segurança e carimbo de tempo

É o que promete a empresa eBox Digital
Caixa Crescer

Publicado em: 04/05/2017 00h00

Já imaginou trocar páginas e páginas de contratos e outros documentos em papel por uma versão digitalizada num aplicativo de celular com a mesma validade jurídica? É o que promete a empresa eBox Digital, fundada há dois anos em Paulo, e que faturou R$ 1,8 milhão em 2016.

Para evitar fraudes, ela usa recursos como assinatura no celular ou tablet com certificado digital, selfie de segurança que insere a imagem de quem está assinando, gravações de voz para comprovar a identidade do usuário, geolocalização e carimbo de tempo, que servem como evidência de que a operação foi realizada no local e data informados.

Por enquanto, o serviço só está disponível para empresas, mas o empresário Marcelo Araújo, 48, acredita que deve chegar também ao consumidor final em breve, para substituir documentos físicos em diferentes operações comerciais.

Entre os clientes, estão empresas de recursos humanos, que digitalizam documentos de funcionários, e transportadoras, que substituem pela versão digital os canhotos em papel das entregas feitas.

Tudo funciona em um aplicativo de celular, disponível apenas para Android. É cobrado um valor por transação, que varia de R$ 0,20 a R$ 2, dependendo do volume.

"A digitalização traz mais agilidade para as relações comerciais, pois as empresas não precisam esperar por dias pelo documento impresso que vai chegar pelos Correios, por exemplo", declara Araújo.

Apesar de os documentos digitais serem cada vez mais utilizados, ainda é necessário guardá-los em papel. Cada segmento tem sua legislação sobre isso: por exemplo, prontuários de funcionários devem ser mantidos por 30 anos, notas fiscais, por cinco anos. A empresa oferece também o serviço de guarda desses materiais, por preços a partir de R$ 450 por mês.

Autenticidade é ponto sensível do negócio

Para Alberto Ajzental, professor de estratégia de negócios da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a empresa acerta ao oferecer mais facilidade na consulta aos documentos. "É interessante ter acesso imediato às informações numa tela, sem precisar vasculhar arquivo morto e comer poeira."

Porém, ele diz que as ferramentas antifraude não são suficientes para garantir a autenticidade. "Quem tem o poder de dar autenticidade a documentos é o cartório. E, em última análise, é o documento físico que garante essa autenticidade. A segurança é o principal risco de empresas de tecnologia."

Nossos Parceiros

Sede CAIXA CRESCER: SAS Quadra 04 Lotes 9/10 Ed. Victoria Office Tower Sala 1301 Brasília / DF 70070-938 Fone: (61) 3246-4300