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4 dicas para abrir uma empresa com pouco dinheiro!

Abrir uma empresa no Brasil está longe de ser uma tarefa fácil. Para você ter uma ideia, segundo dados do Banco Mundial, para abrir uma empresa o brasileiro gasta, em média, 79,5 dias.
Thiago Nigro

Publicado em: 18/05/2018 00h00

Abrir uma empresa no Brasil está longe de ser uma tarefa fácil. Para você ter uma ideia, segundo dados do Banco Mundial, para abrir uma empresa o brasileiro gasta, em média, 79,5 dias.

Com esse peso burocrático, quem está apenas nos primeiros passos para se tornar empreendedor pode ter a impressão que abrir uma empresa com pouco dinheiro é algo pior que o normal, ainda mais considerando que a falta de capital também é um problema a ser superado.

Mas não é bem assim. Para o empreendedor que tem pouco pra tocar a sua própria empresa ainda existem alternativas para que ele consiga fazer esse processo de abertura sem ter que arcar com muitos problemas.

No artigo de hoje, eu listei para você 4 dicas que irão te ajudar não só na parte burocrática de abrir uma empresa, como também te ajudar a potencializar o crescimento da sua micro ou pequena empresa.

Confira:

1 – Começar o negócio pelo o que já sabemos

O primeiro passo para criar um negócio, obviamente, é saber qual será o ramo de negócio que a nossa empresa terá.

Agora uma das coisas mais importantes que temos de considerar é que o fato de termos pouco capital para investir faz com que nós não tenhamos muito dinheiro para investir no conhecimento de coisas novas… Ou seja: faz muito sentido, então, que comecemos a nossa empresa a partir de algo que nós já sabemos fazer.

Até porque o racional é simples: se temos pouco capital, temos que evitar o máximo possível gastar esse capital.

Apesar de fazer total sentido usar nosso dinheiro como investimento para adquirir conhecimento, também faz total sentido nós não fazermos isso caso tenhamos algum conhecimento prévio no ramo que a nossa empresa terá. Porque daí conseguimos usar esse capital, que antes iria ser transformado em conhecimento, em capital para ser usado para fazer a empresa sair do papel.

Claro, a ideia não é deixar o conhecimento de lado, até porque temos que estar em constante desenvolvimento. Mas com o conhecimento prévio, nós conseguimos pelo menos fazer a nossa empresa virar realidade mais rapidamente já tendo o know how do negócio.

Porém, talvez você me pergunte: “e se eu não souber fazer nada?”

Ai não tem jeito. Você tem que escolher fazer onde você é “menos pior”, e enquanto você empreende com isso, você vai pegando a prática e o conhecimento básico do assunto.

O importante é você colocar o pé na parte prática. Muitas coisas sobre empreendedorismo nós aprendemos a partir do momento que colocamos todo o nosso plano de negócios em prática.

E mesmo que o conhecimento seja realmente necessário, nada obriga que ele precisa anteceder a criação da empresa… Inclusive, diria que na realidade a prática é a melhor forma de adquirir conhecimento que um empreendedor pode ter.

2 – Formalizar um MEI

Entendendo o primeiro passo, temos que ir além e já pensar na parte burocrática.

Mas existe uma boa notícia: com pouco dinheiro, existe uma solução que elimina uma boa parte da burocracia na criação de uma empresa: ser Microempreendedor Individual (MEI).

Ser MEI é, hoje, a melhor forma de começar a empreender. Você consegue rapidamente formalizar a sua abertura como MEI, e a própria abertura do MEI fornece uma série de vantagens pro empreendedor, como a isenção de pagamentos de tributos federais, a isenção de custos na formalização, e ainda uma série de economias em outros tipos de custos.

Concluindo: MEI é justamente a abertura pelo MEI é perfeito pra quem quer construir o próprio negócio com pouco dinheiro e não quer também queimar capital pagando tributos, ou quaisquer relativos.

Inclusive, muito importante dizer:

Mais do que pra quem tem pouco capital para investir, ser MEI é uma grande salvação pra quem está desempregado ou quem não conseguiu encontrar um trabalho do qual fosse compatível.

Pra você ter uma ideia, em 2016, segundo dados do Sebrae, cerca de 25% dos MEIs ou eram pessoas que estavam desempregadas, ou pessoas que não achavam um emprego “compatível” com elas.

3 – Procurar formas de escalar o nosso negócio

Bom… Nós temos pouco capital, certo? Se temos pouco capital, se torna necessário que nós possamos descobrir um jeito de aumentar a nossa receita, mas de forma também que os custos permaneçam baixos. Com isso, conseguimos ir aumentando cada vez mais a receita da nossa empresa, mas sem necessariamente gerarmos também um aumento de custos.

E é aqui que o conceito de escalabilidade entra.

Mas para você entender com clareza, vamos a um exemplo:

Você tem a opção de, por exemplo, dar aulas presenciais sobre como ser esteticista ouescolher criar um curso a distância do mesmo assunto para divulgar pela internet.

O curso a distância tem um diferencial porque não representa custos frequentes com transporte, uso de produtos e equipamentos, etc. Você grava as vídeo-aulas apenas uma vez, e consegue usar essas gravações do curso para disponibilizar para vários alunos simultaneamente, sem precisar ficar “recriando” as gravações. Você só se preocuparia com o custo pra alcançar mais pessoas pela internet, e isso já seria bem diferente com um curso presencial.

Por isso, o curso a distância acaba sendo mais escalável do que o presencial.

Mas claro, a ideia não é que você faça um curso do seu negócio. Primeiro analise se isso faz sentido. O ponto é simplesmente você descobrir um jeito do seu negócio criar a escalabilidade.

PS: A internet é uma das melhores ferramentas pra isso.

4 – Crie um relacionamento com o cliente

Uma das estratégias mais legais que podemos ter quando temos uma empresa pequena é, justamente, se aproveitar disso para criar uma vantagem competitiva para com o cliente.

No caso, quando estamos falando de uma grande empresa, um sócio dessa empresa dificilmente terá um contato próximo e direto com seus clientes.

Agora, quando estamos falando de uma pequena empresa, a situação muda. Em muitos casos é o próprio dono que faz todo o processo de atendimento ao cliente.

Nessa particularidade há uma vantagem: existe uma chance maior de “fidelizar” o cliente ao mostrar que há uma proximidade entre ele e o dono da empresa.

Isso, claro, vai depender tanto da forma como o dono se relaciona com o cliente, assim como também a qualidade do seu preço e produto. Mas ainda assim é uma possibilidade a mais que pode e deve ser aproveitada quando criamos a nossa empresa com pouco dinheiro.

Link Original: economia.estadao.com.br

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